sábado, 27 de dezembro de 2008

atualizando =]

bom, já estava na hora de postar algo novo aqui...na verdade o que vou postar não é tão novo, pois é algo que escreví a muito tempo atrás, mas que seja, isso é o de menos!



Solidão

Pensamentos perdidos...apenas a cabeça doendo, o corpo procurando repouso...mente e coração em busca de uma serenidade.
Algo faltando em algum lugar.
Tudo mudou e você não está sabendo se adaptar.
Nada será como foi e você tenta se conformar. Você queria mudar algo, tomar alguma atitude...mas não lhe há forças para tentar.
Crescer muitas vezes faz seu coração doer, só não causa uma dor maior que a dos seus defeitos que você não consegue corrigir.
Tudo está de uma boa maneira, mas não da maneira que vc gostaria que estivesse, não de uma maneira que é boa o suficiente para aquietar essa dor.
Você chora sozinha e calada no meio da noite, desejando ter alguma atitude tomada, um mínimo sacrifício ou esforço...um valor.
Por um pequeno momento sente-se feliz mas derrepente tudo parece se ir...chega em casa e vê que não há ninguém ao seu lado, apenas o vazio.
Não há alguém que lhe entenda, você não sabe compreender e isso te faz sofrer.
Deitada em sua cama você almeja contar o que está sentido, mas lembra-se que mesmo que houvesse alguém, apenas isso não bastaria pois não concordaria com você.
Sufocada, você agoniza a dor e sente que não há mais solução.

domingo, 30 de novembro de 2008

ja diz tudo

Arnaldo Jabor:
"Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão".Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas.Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível.E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormirem abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos ORKUT, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!". Até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!".Unindo milhares ou melhor milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa.Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí?Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito brega!) Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out., que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

encontros e despedidas

Saudações...hj não nada demais para escrever, mas queria postar uma música que a letra já diz bastante sobre algo que andei pensando nos últimos tempos.
Como alguma pessoas aparecem do nada em nossas vidas e a muda drasticamente, outras que passam a vida ao seu lado mas são só mais um rosto conhecido, e assim por diante...os encontros e desencontros que há...ou, como diz o nome da música, os "encontros e despedidas" (Milton Nascimento). Mesmo para quem não curte mpb é uma letra a ser pensada. Me lembra uma história que um grande amigo me contou qdo estava me sentindo no poço e me ajudou a me reerguer (por falar nisso, obrigada).

Mande notícias do mundo de lá, diz quem fica
Me dê um abraço, venha me aperta
Tô chegando

Coisa que gosto é poder partir sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar quando quero

Todos os dias é um vai-e-vem,
a vida se repete na estação.

Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim chegar e partir

São só dois lados da mesma viagem
O trem que chega é o mesmo trem da partida
A hora do encontro é também a hora da despedida

A plataforma dessa estação é a vida desse meu lugar

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Respeito





















Hoje estava eu (não de muito bom humor) na escola observando as pessoas que estavam ao meu redor...cheguei a uma conclusão: eu estou ficando muito chata! ou esse mundo é que está chato.


Um bando de gente indo e vindo para lá e para cá, todas com roupas semelhantes (e eu não estou falando dos uniformes), maneiras parecidas de falar e interpretar e nada mais! são todas uma igual a todas as outras, frutos de uma masseificação.
Mesmo jeitinho de falar, as meninas gritam agudinho para chamar atenção dos meninos e os meninos ficam parecendo uns mentercápitos querendo pagar de "bonzão" para as meninas, sendo que na verdade parecem um bando de babuinos babulciando.
Irritante, irritante...
E quando tropeçam em alguém, são capazes de pedir desculpas? Não! Robôs foram feitos para seguir a programação, não para ser educado ou respeitar alguém.


As pessoas de hoje não são capazes de se recolherem e calarem a boca enquanto a outra fala.


Crianças que quando eu tinha a idade das tais brincava de boneca e surrava os meninos da minha sala, hoje estão falando de beijo, balada e moda...sei que isso faz parte da vida, mas a vida é só isso?


Não há preocupação com o sentimento do próximo e PIOR não há respeito ao próprio sentimento.


Se submentem a coisas que dá para ver nos olhos que não querem fazer mas fazem para não serem tachadas de estranhas, caretas ou qualquer coisa assim.


Pessoas traem, mentem, escondem, fazem outras pessoas sofrerem...para quê? Para se juntarem as pessoas do mundinho de hoje e se tornarem mais uma das 1000 pessoas acéfalas.


E quando tentam ser diferente de todos e ainda sim falta o respeito, porque ai querem surrar quem está nas "normas robóticas".


Ultimamente até se fala em respeito, solidariedade...mas porque é assunto da moda e passa na TV Globo, mas de muitos que vejo raramente algum deles é capaz de dizer "por favor" e "obrigado".


É tão difícil se respeitar e respeitar ao próximo?


Sei que não existem semi-deusas(es) nesse mundo, mas o mínimo pode ser o melhor e nem assim o fazem.




terça-feira, 18 de novembro de 2008

Saudação

Resolví criar esse blog exclusivamente pra desabafar...escrever oq quero e oq penso do jeito que acho certo na hora que me der na telha.
Acredito que não terei muitos leitores mas isso para mim pouco importa! Mas se vc vai ser um daqueles que tem paciência de ler e tudo mais, seja bem-vindo e vamos ver se vai virar isso aqui (nunca tenho paciência com blogs e flogs).

Para a inauguração, um pensamento que tive ontem de noite quando, ao ver minha cachorra doente e lembrei que ela não durará para sempre.
Comecei a analisar o valor (ou falta dele no caso) que damos as coisas e pessoas e como apenas o aumentamos depois que perdemos ou sentimos que iremos perder.



Valor (ou falta de)


Nossa vida é composta de dias que se passam e são considerados apenas "mais um" em meio de muitos, com pessoas que as vezes nem notamos a presença ou que deixamos passar-mesmo as que consideremos especiais-sem dar um abraço e dizer o quanto ela é importante.
E quando a hora daquilos que amamos chega antes da nossa?
Já foi dito que ela é (no caso ERA importante), que fazia parte dos seus dias e que sem ela eles ficam com um pedaço vazio?
Dizer que ama é algo tido como algo impossível de ser feito pela vulgarização que um mundo mesquinho impõe como sendo "algo a mais"...no mínimo vão achar que vc...bem, já sabem o que né...
Estou farta dessa vulgarização de atos simples e singelos!Estou farta de uma rotulação, de esperar e não receber, de não dar a quem espera de mim e de ter todos os seres humanos desse mundo voltados para seus umbigos mesmo que isso custe o sofrimento de um outro alguém!
Cansei dessa picuinha ridícula de exterior, beleza, tamanho, documento, espinha na cara ou qualquer outro "lero" que seja!
Porra!Não existe mais sentimentos dentro das pessoas?Esquecemos que o próximo têm algo tão valiozo quanto o nosso que dói e faz sofrer?
Por que esperamos a vida passar para só assim entendermos que ela foi algo útil que dela fizemos inútil?
Por que deixamos as coisas e pessoas irem e virem, expirarem o seus prazos em nossas vidas, derrubarmos lágrimas para só assim sabermos que aquilo faz realmente falta?
Não podemos simplesmente ser feliz agradecendo por olharmos nos olhos daqueles que fazem parte de nossas vidas sem que para isso tenhamos que pagar um preço alto ?
Não me tenho vista como errônea, apenas apelo para que haja uma valorização das pequenas coisas, de cada pessoa.

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