Era medo...
O que preenchia seu coração era o medo.
Algumas pessoas julgavam insesatez.
Ele achava que podia ser mágoa.
Mas ele sabia, na verdade, que o olhar dela realmente dizia que o que ela sentia medo.
Outra pessoas julgavam infatilidade.
Ela considerava aquilo uma cautela.
De certa forma, ELA tinha razão, era cautela.
Mas para que cautela? Se o que ele sentia era incondicional.
Nunca havia visto algo incondicional realmente acontecer.
E agora que viu, ela se assustou e correu.
Correu para longe da realidade.
Tentou correr da possível dor. Mas aquela era a real dor.
Ele disse "apenas vá e não olhe para tras, as portas se fecharão agora".
Ela realmente se foi, mas não deixou de olhar para trás. E as portas não se fecharam, mas ela não se permitiu deixar ver.
Não permitiu a ela mesmo aceitar o medo e curá-lo.
Curar o medo...quem poderia fazer isso por ela se não ela mesma?
Mas por que não o faz?
Ele queria poder dar-lhe a cura. Mas ele sabia que não podia e não o fez.
Continuou com as portas de seu coração abertas, junto com um sorriso no rosto a espera de sua volta.
Havia dor nos dois corações, mas no coração dele havia esperança e no dela havia medo.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
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